sábado, 31 de julho de 2010

Qual a lógica das políticas de comunicação no Brasil?



Embora nos últimos tempos eu tenha um extremo desinteresse por tudo, me encantei com o livro "Qual a lógica das políticas de comunicação no Brasil?". De cara já fui simpática a ele, porque o ganhei carinhosamente da minha amiga Deisi, que na dedicatória chamou minha atenção pela lembrança que remeteu a mim... Política, Comunicação e Brasil em um só título, realmente não havia como eu não gostar!

O autor César Ricardo Siqueira Bolaño, discorreu brilhantemente sobre a construção das telecomunicações no nosso país, fazendo um resgate histórico e entendendo todo contexto político de cada época. Além disso, numerou os principais fatos relacionados à formação da atual realidade da comunicação brasileira, bem como abordou discussões atuais, como a televisão digital e a televisão a cabo.

Alguns fatos me chamaram muita atenção, como a política nacional de informática, a questão do capital estrangeiro e principalmente a discussão acerca da comunicação comunitária.
Esta última é pouco difundida no país por diversos aspectos,mas o pior deles sem dúvidas é a atual lei, baseada em instrumentos jurídicos construídos na época da ditadura militar, com objetivo de punir os inimigos do regime.
Talvez a discussão da comunicação comunitária seja mais interessante para mim, por conta do estudo recente a respeito desta que estou desenvolvendo, e confesso, é uma área encantadora.

O livro é extremamente esclarecedor e nos permite entender que alguns dispositivos da constituição que garantiriam um novo modelo de comunicação, nunca foram implementados por falta de regulamentação, que, é claro, não faz parte do interesse político das famílias que detém as conceções públicas dos principais meios de comunicação do país.

Enfim, trata-se de um livro leve e ao mesmo tempo esclarecedor, que informa e contextualiza a concepção da comunicação nacional.

Obs.: Buscando umas postagens antigas no meu blog pessoal, para movimentar o vamos-ler! Contribua também! =)

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Corações Sujos!


Corações Sujos - A história da Shindo Renmei

01. Introdução

O Livro reportagem é uma modalidade da comunicação impressa que consiste na exposição de uma história factual. O uso de recursos documentais é bastante explorado neste estilo, pois permite que a narração feita tenha sua veracidade comprovada. Além disto, assegura o caráter investigativo, jornalístico e informativo que precisa ter.

Um bom exemplo deste estilo é o livro Corações Sujos de Fernando Morais, que constrói a história dos imigrantes japoneses no Brasil, sua organização, seus conflitos culturais e políticos no desenrolar da Segunda Guerra Mundial. O autor embasa a construção não só com relatos dos entrevistados, mas com registros da época, como fotos, exemplares de jornais impressos e cartas, que comprovavam as afirmações feitas no decorrer da narração.

02. Breve esboço da história do livro

Em 1944, surgiu na colônia japonesa do Brasil uma associação secreta denominada Shindo Renmei, que significava Liga do Caminho dos Súditos. A organização possuía o objetivo de manter a tradição nipônica e a organização da grande comunidade oriental que vivia no país. Antes do fim da guerra, a clandestinidade existia porque os imigrantes japoneses foram proibidos pelo governo brasileiro de manter sua tradição, cultura, língua e preservação das atividades sociais, esportivas e políticas. A proibição que se estendia ao uso de eletroeletrônicos como o rádio foi decretada por esta colônia fazer parte das forças do Eixo na Segunda Guerra Mundial, força esta de oposição aos Aliados, apoiados pelo Brasil no conflito mundial. Com a rendição japonesa às forças aliadas em 1945, a Segunda Guerra Mundial chegava ao fim, o que se iniciava, entretanto, era um ciclo de conflitos e mortes na comunidade japonesa que vivia no Brasil.

Os diretores da Associação, não acreditavam e tampouco aceitavam a derrota do Japão na guerra, afinal isto jamais havia acontecido antes. Para eles, a divulgação da notícia era duvidosa, afinal, o Brasil apoiava as forças Aliada na guerra, e isto provavelmente não passava de uma manobra para que os orientais perdessem sua organização e força. A propagação desta idéia foi feita pela organização para garantir a honra à pátria. Os recursos iam desde montagens fotográficas e falsos jornais internacionais, até moedas falsas dos países “derrotados” com emissão no Japão. Estes garantiram que a maioria dos imigrantes acreditasse na vitória do Japão e das forças do Eixo na batalha mundial.

Existia, entretanto, uma parcela da comunidade nipônica que corroborava com as idéias brasileiras e acreditava na derrota japonesa na Segunda Guerra Mundial. Esta mínima parcela da colônia japonesa, chamada de “Corações Sujos” ou “derrotistas”, passou a sofrer perseguições da Shindo Renmei e dos “vitoristas”, como eram chamados os que acreditavam na vitória do Japão. Estas perseguições quando não em trapalhadas acabava geralmente em morte dos derrotistas.

Com o crescimento dos conflitos que passaram inclusive em alguns momentos a ser entre brasileiros e japoneses, as autoridades brasileiras, resolveram intervir, e o que começou na tentativa de convencimento dos líderes da Shindo Renmei da real derrota japonesa, terminou em prisões e deportações para o Japão, desta vez não mais dos corações sujos, mas dos “vitoristas”.


03. Caracterização de personagens e técnicas de reportagem

A narração da história da Shindo Renmei é feita minuciosamente como se o autor estivesse presente em cada cena, cada conflito relatado. Isto porque, o levantamento de informações detalhadas permitiu construções individuais, ou seja, cada personagem era analisado particularmente e tinha o perfil psicológico traçado e exposto no decorrer da narrativa.

Nem mesmo a tia ou os seis primos sabiam direito da vida de Shimano – que aos 27 anos era solteiro, não tinha namorada e só pensava em trabalhar. Eles não perceberam sequer que o parente havia trocado a lavoura pelo terrorismo. Afinal, ele nunca andava armado e jamais falara de política ou de guerra em casa. (MORAIS, 2001, P. 315)


Além das descrições, a construção individual foi feita através da identificação de cada personagem pela documentação, geralmente com fotografia utilizada pelo autor, como no caso de Tsuguo Kishimoto, que possui a seguinte legenda abaixo de sua foto frontal e de perfil:

O misterioso Tsuguo Kishimoto, em uma de suas prisões: informante do Exército e da polícia, “secretário” de Ademar de Barros e conselheiro da direção da Shindo Renmei. (MORAIS, 2001, P. 105)


As técnicas de reportagem são nitidamente percebidas, pois embora a construção seja narrativa e até literária, as características básicas do jornalismo investigativo são mantidas. Isto é observado na documentação presente, nas seqüenciais descrições de assassinatos cometidos pela Shindo Renmei, no número de entrevistados para a formação do contexto, na datação, na localização espacial facilmente identificada, nos processos narrativos realistas e na descrição. Além disto, a história é arquitetada a partir de uma verdade factual, que embora não seja atual, repercute diretamente na construção da história do país, e principalmente da colônia japonesa que aqui se instalou e é fortemente representada na contemporaneidade.

Por Amanda Lima

Obs.: Espero que gostem da Sugestão! Ah, e contribuam com o blog! =)

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

De Virgulino a Lampião



Resenha do Livro - De Virgulino a Lampião
Autores: Vera Ferreira (Neta de Lampião) e Antônio Amaury




OBS: O livro tenta desmitificar os mitos existentes sobre Lampião, através da mídia, de pessoas que se dizem intelectuais e tenta colocar o Lampião como um monstro do sertão que não gostava de crianças, era estrupador, delinqüente e tudo de ruim. Ou então sobre as batalhas, os locais que já passaram. É um livro feito de pesquisas de boca a boca, corpo a corpo com pessoas que presenciaram, viveram, e interferiam na vida de Lampião.

Virgulino Ferreira da Silva um rapaz magro, era filho de José Ferreira da Silva e de Maria Lopes. Tinha uma vida como todo trabalhador rural: batalhador, respeitador, sofredor das mazelas do povo que vivia na zona rural nordestino. Era o terceiro filho com dois irmãos mais velho que te acompanharam até as suas mortes - Ezequiel e Antônio. E mesmo sendo o mais novo era o mais disponível para enfrentar qualquer um, sempre com um espírito de liderança entre os irmãos: esse seria o futuro Lampião, o Rei do Cangaço.

Vivia na sua vida pacata como qualquer outra pessoa local. No interior pernambucano, mesmo parecendo um local muito calmo, bonito existem ainda todas as explorações ao povo com vida de gado, um povo marcado, povo feliz, tinha também que sofrer as opressões policiais do coronelismo, o roubo e muito mais. Sejam elas ricas ou pobres as famílias tinham tradições católicas. Uns dos grandes conhecidos padres do Brasil, que é Padre Cícero.

A família Ferreira fazia comércio de vendas e compras com fazendeiros ricos e outros. Até que um dia sentiram falta do produto que fora roubado por um cabra que trabalhava para o Sr. de sobrenome Salustiano que tinha um filho que ficou conhecido como Salustiano também. Os irmãos Ferreiras ao procurarem ao redor encontraram na casa desse cabra os materiais, onde fora já fugido pois, sabia que podia ser morto se fosse encontrado. A família Salustiano preferiu acreditar no seu “funcionário”, do que na palavra da família do Sr. José Ferreira. E assim começou as intrigas entre as duas famílias. Esse fato do roubo foi o suficiente para causar a guerra entre as duas famílias. Como era práxis no interior nordestino ter muita violência entre as famílias como Ferreira, Carvalho, Pereira... Muitas delas usaram muito o cangaço, as volantes (policiais) para se defenderem e atacar.

Dentro de muitas confusões, a família Ferreira já tinha sido forçada a mudar de moradia, perdendo boa parte de seus meios de sobrevivência. Morreu Sr.Salustiano. A mãe de Virgulino morreu por não agüentar aquela pressão da violência, tempos depois mataram seu pai. Isso foi uma dor de arrancar coração para os Ferreiras. Disso veio a vida de estrada, de aventuras, de violência pelo Nordeste a fora.

Os Ferreiras vão conhecendo vários locais e várias pessoas, até que se encontra com Sinhô Pereira que era o líder de um grupo de Cangaceiros. Virgulino entra para o grupo e inicia sua “sina” de cangaceiro. Foi com Sinhô Pereira que ele aprendeu muitas técnicas de combate.

O cangaço já existia há muito tempo. Os cangaceiros andavam pelo mundo a fora com objetivo de encontrar moradia e terra para trabalhar, fugindo de perseguições, distribuindo as riquezas de famílias nobres e cormeciantes para o povo em sobrevivência. Antes de Lampião existiu uma gama de líderes, sendo ele o último nessa vida de banditismo por necessidade, banditismo por uma questão de classe. Eram católicos, respeitavam padres, eram caçadores e, isso também Virgulino iria se “transformando em outra pessoa”.

Depois que a cobra começou a fuma e o bicho pegar, Sinhô Pereira deixou essa vida de cangaceiro fugindo para outro estado e deixou Virgulino como o próximo comandante do grupo. Muitos também desistiram, outros morreram, alguns desertaram.
Em um dia de batalha, Virgulino ao atirar num inimigo dizia ascende lampião. Assim os parceiros começaram a te chamar de Lampião. Nas batalhas o bando atirava zombando, cantando, davam gargalhadas e conseguiam descontrolar seus adversários.
Lampião estava disposto a matar ou morrer. Muitas volantes, muitos fazendeiros de vários estados estava no seu encalce. Se juntou e teve apoio de muitas famílias, principalmente as pobres, de fazendeiros em trocas de favores. O cangaço foi usado para várias travessuras entre famílias. Assim Lampião ia também conquistando espaço. Ao invadir e depois assaltar boa parte de dinheiros, produtos numa cidade, numa fazenda, ou distrito a riqueza em muitos casos eram distribuídos para a população mais carente de bem-estar. Foram vitórias e derrotas em centena de batalhas. Lampião, passou a ser conhecido pelo nordeste a fora. Vingou também as famílias que fizeram mal a ele e a outros companheiros e amigos.

Mas, se o seu “pai” Padre Cícero desse as ordens para ele não invadir uma propriedade ou cidade, Lampião imediatamente respeitava. Padre Cícero era
latifundiário, um político e milagroso no Ceará e em toda região. Quase não teve nenhuma batalha no estado cearense.

Num certo dia, Lampião recebeu um comunicado de comparecer no Ceará porque o Padre Cícero queria ver. O motivo do encontro seria em geral a Coluna Prestes. Ao dizer que estavam vindos comunistas que não acreditavam em Deus etc. de oferecer o cargo de capitão e mais três cargos de tenentes aos seus companheiros, e de perder suas terras, o padre convenceu o cangaceiro lutar. Apesar de ser um latifundiário, o padre era uma pessoa boa. Rezava para chover, para o Rio São Francisco não secar, era protetor do pobre nordestino segundo é conhecido.

Os cangaceiros na verdade nem chegaram a ter uma espécie de batalha direta com militantes da coluna. A Coluna Prestes incomodavam menos que os próprios coronéis, delegados...o que restou disso só foram as roupas, as armas e o recurso financeiro dado pelo exército para os cangaceiros. Por isso que muitas vezes ao ver muitos cavaleiros, o inimigo se confundia com soldados, pensavam que os cangaceiros eram volantes.


O seu amor da vida Maria Bonita, veio também de uma aventura. Ao freqüentar a casa da moça, Lampião começou a gostar da casada que também não estava mais gostando de seu marido. As volantes estavam como sempre no seu encalce, até que Maria Bonita como ficou conhecida depois que entrou no bando – fugiu com seu amor a primeira vista.

Depois de Maria Bonita, passaram a entrar outras mulheres no grupo de cangaceiros comandado pelo Rei do Cangaço. Seus companheiros passaram a arrumar suas companheiras. As mulheres não entravam em batalhas, ficavam nos esconderijos, ajudavam a fazer as roupas dos soldados. Quando foi necessário entrar na batalha, muitas passaram a morrer. Muitas são conhecidas como Dona Mocinha e Maria Bonita.

Os locais de hábito a ser invadido sempre foram locais menos desenvolvidos da região. As cidades como Mossoró que já tinha ferrovias, por exemplo, os cangaceiros ainda não tinham entrados. Até que um dia se viu necessário invadir, mas, teve muitas dificuldades de combater.

Assim como houve difilcudade na cidade de Mossoró, teve também em quase todo o Nordeste. O circo começou a se fechar. Era exército tirando os habitantes do sertão para outros lugares e assim cercar os cangaceiros. Todos os locais as volantes, o exército estavam conectados. Enquanto isso, Lampião ia conseguindo sobreviver, deixar de morrer por muitas e muitas vezes. Até o Governo da Bahia tinha proposto a quem pegar ou matar Lampião e seu bando, pagar uma grana seja civil ou soldado. Imagine como estava sendo essas perseguições.

Tem pessoas que antes de morrer, estão em um clima como se fosse que soubesse que iria partir, foi o caso de Lampião, sem nenhum espírito de presença no local.Estava sem ânimo, sem condições física, esperando a morte chegar. Lampião e uma parte dos seus companheiros foram capturados pelos soldados de Sergipe. Para demonstrar as autoridades do Nordeste, foram cortadas as cabeças até mesmo até para ter a garantia de que o mesmo morreu.


Depois de Lampião, o cangaço acabou.

Alan Valadares, 13 de fevereiro de 2010, as 20:00

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

De Virgulino a Lampião

Resenha do Livro - De Virgulino a Lampião
Autores: Vera Ferreira e Antônio Amaury



OBS: O livro tenta desmitificar os mitos existentes sobre Lampião, através da mídia, de pessoas que se dizem intelectuais e tenta colocar o Lampião como um monstro do sertão que não gostava de crianças, era estrupador, delinqüente e tudo de ruim Ou então sobre as batalhas, os locais que já passaram. É um livro feito de pesquisas de boca a boca, corpo a corpo com pessoas que presenciaram, viveram, e interferiam na vida de Lampião.

Virgulino Ferreira da Silva um rapaz magro, era filho de José Ferreira da Silva e de Maria Lopes tinha uma vida como todo trabalhador rural: batalhador, respeitador, sofredor das mazelas do povo que vivia na zona rural nordestino. Era o terceiro filho com dois irmãos mais velho que te acompanharam até as suas mortes - Ezequiel e Antônio. E mesmo sendo o mais novo era o mais disponível para enfrentar qualquer um, sempre com um espírito de liderança entre os irmãos: esse seria o futuro Lampião, o Rei do Cangaço.

Vivia na sua vida pacata como qualquer outra pessoa local. No interior pernambucano, mesmo parecendo um local muito calmo, bonito existem ainda todas as explorações ao povo com vida de gado, um povo marcado, povo feliz, tinha também que sofrer as opressões policiais do coronelismo, o roubo e muito mais. Sejam elas ricas ou pobres as famílias tinham tradições católicas. Uns dos grandes conhecidos padres do Brasil, que é Padre Cícero.

A família Ferreira fazia comércio de vendas e compras com fazendeiros ricos e outros. Até que um dia sentiram falta do produto que fora roubado por um cabra que trabalhava para o Sr. de sobrenome Salustiano que tinha um que ficou conhecido como Salustiano também. Os irmãos Ferreiras ao procurarem ao redor achou na casa desse cabra e encontraram só os materiais, onde fora já fugido pois, sabiam que podia ser morto se fosse encontrado. A família Salustiano preferiu acreditar no seu “funcionário”, do que na palavra da família do Sr. José Ferreira. E assim começou as intrigas entre as duas famílias. Esse fato do roubo foi o suficiente para causar a guerra entre as duas famílias. Como era práxis no interior nordestino ter muita violência entre as famílias como Ferreira, Carvalho, Pereira... Muitas delas usaram muito o cangaço, as volantes (policiais) para se defenderem e atacar.

Dentro de muitas confusões, a família Ferreira já tinha sido forçada a mudar de moradia, perdendo boa parte de seus meios de sobrevivência. Morreu Sr.Salustiano. A mãe de Virgulino morreu por não agüentar aquela pressão da violência, tempos depois mataram seu pai. Isso foi uma dor de arrancar coração para os Ferreiras. Disso veio a vida de estrada, de aventuras, de violência pelo Nordeste a fora.

Os Ferreiras vão conhecendo vários locais e várias pessoas, até que se encontra com Sinhô Pereira que era o líder de um grupo de Cangaceiros. Virgulino entra para o grupo e inicia sua “sina” de cangaceiro. Foi com Sinhô Pereira que ele aprendeu muitas técnicas de combate.

O cangaço já existia há muito tempo. Os cangaceiros andavam pelo mundo a fora com objetivo de encontrar moradia e terra para trabalhar, fugindo de perseguições, distribuindo as riquezas de famílias nobres e cormeciantes para o povo em sobrevivência. Antes de Lampião existiu uma gama de líderes, sendo ele o último nessa vida de banditismo por necessidade, banditismo por uma questão de classe. Eram católicos, respeitavam padres, eram caçadores e, isso também Virgulino iria se “transformando em outra pessoa”.

Depois que a cobra começou a fuma e o bicho pegar, Sinhô Pereira deixou essa vida de cangaceiro fugindo para outro estado e deixou Virgulino como o próximo comandante do grupo. Muitos também desistiram, outros morreram, alguns desertaram.
Em dia numa batalha, Virgulino ao atirar num inimigo dizia ascende lampião. Nas batalhas o bando atirava zombando, cantando, davam gargalhadas e conseguiam descontrolar seus adversários. Assim os parceiros começaram a te chamar de Lampião.
Lampião estava disposto a matar ou morrer. Muitas volantes, muitos fazendeiros de vários estados estava no seu encalce. Se juntou e teve apoio de muitas famílias, principalmente as pobres, de fazendeiros tudo em trocas de favores. O cangaço foi usado para várias travessuras entre famílias. Assim Lampião ia também conquistando espaço. Ao invadir e depois assaltar boa parte de dinheiros, produtos numa cidade, numa fazenda, ou distrito a riqueza em muitos casos eram distribuídos para a população mais carente de bem-estar. Foram vitórias e derrotas em centena de batalhas. Lampião, passou a ser conhecido pelo nordeste a fora. Vingou também as famílias que fizeram mal a ele e a outros companheiros e amigos.

Mas, se o seu “pai” Padre Cícero desse as ordens para ele não invadir uma propriedade ou cidade, Lampião imediatamente respeitava. Padre Cícero era
latifundiário, um político e milagroso no Ceará e em toda região. Quase não teve nenhuma batalha no estado cearense.

Num certo dia, Lampião recebeu um comunicado de comparecer no Ceará porque o Padre Cícero queria ver. O motivo do encontro seria em geral a Coluna Prestes. Ao dizer que estavam vindos comunistas que não acreditavam em Deus etc. de oferecer o cargo de capitão e mais três cargos de tenentes aos seus companheiros, e de perder suas terras, o padre convenceu o cangaceiro lutar. Apesar de ser um latifundiário, o padre era uma pessoa boa. Rezava para chover, para o Rio São Francisco não secar, era protetor do pobre nordestino segundo é conhecido.

Os cangaceiros na verdade nem chegaram a ter uma espécie de batalha direta com militantes da coluna. A Coluna Prestes incomodavam menos que os próprios coronéis, delegados...o que restou disso só foram as roupas, as armas e o recurso financeiro dado pelo exército para os cangaceiros. Por isso que muitas vezes ao ver muitos cavaleiros, o inimigo se confundia com soldados, pensavam que os cangaceiros eram volantes.


O seu amor da vida Maria Bonita, veio também de uma aventura. Ao freqüentar a casa da moça, Lampião começou a gostar da casada que também não estava mais gostando de seu marido. As volantes estavam como sempre no seu encalce, até que Maria Bonita como ficou conhecida depois que entrou no bando – fugiu com seu amor a primeira vista.

Depois de Maria Bonita, passaram a entrar outras mulheres no grupo de cangaceiros comandado pelo Rei do Cangaço. Seus companheiros passaram a arrumar suas companheiras. As mulheres não entravam em batalhas, ficavam nos esconderijos, ajudavam a fazer as roupas dos soldados. Quando foi necessário entrar na batalha, muitas passaram a morrer. Muitas são conhecidas como Dona Mocinha e Maria Bonita.

Os locais de hábito a ser invadido sempre foram locais menos desenvolvidos da região. As cidades como Mossoró que já tinha ferrovias, por exemplo, os cangaceiros ainda não tinham entrados. Até que um dia se viu necessário invadir, mas, teve muitas dificuldades de combater.

Assim como houve difilcudade na cidade de Mossoró, teve também em quase todo o Nordeste. O circo começou a se fechar. Era exército tirando os habitantes do sertão para outros lugares e assim cercar os cangaceiros. Todos os locais as volantes, o exército estavam conectados. Enquanto isso, Lampião ia conseguindo sobreviver, deixar de morrer por muitas e muitas vezes. Até o Governo da Bahia tinha proposto a quem pegar ou matar Lampião e seu bando, pagar uma grana seja civil ou soldado. Imagine como estava sendo essas perseguições.

Tem pessoas que antes de morrer, estão em um clima como se fosse que soubesse que iria partir, foi o caso de Lampião, sem nenhum espírito de presença no local.


Depois de Lampião, o cangaço acabou.

Alan Valadares, 13 de fevereiro de 2010, as 20:00


PS: 19 dias depois a campanha continua, com uma grande contribuição do parmito.

PS1: Eu já estou na fila para ler. rs

PS2: Vale a pena invadir o MUNDO DO VETTI!

PS3: As portas estão abertas para novas contribuições, vamos fazer uma grande campanha de incetivo a leitura.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Alugo meu corpo - Parte 4

"Vai ficar aí parado esperando? ou vai ser a revolução em pessoa?"

Já se perguntaram quantas vezes passou na rua e achou normal nossos irmãos jogados no chão? ou quantas vezes não percebeu que ela(e) existia ou até reclamou por ele(a) te abordar para pedir uma ajuda, ou mínimo de atenção e valorização já que vive a margem (excluídos da sociedade)?


Já se perguntou o que faz cada um deles morar na Rua? Já se perguntou como foi ou está sendo a vida dos nossos irmãos? Que tipo de sociedade é está que vivemos, que enxerga com naturalidade, pessoas, homens, mulheres, crianças, idosos vivendo em condições degradantes ou milhões que morrem diariamente num exterminio pensando para dizimar nossa etnia.
Que tipo de sociedade admite que o povo viva prisioneiro, sem acesso a nada, sem ter direito há um território? Que tipo de sociedade que vê normalmente poucos com todo bolo e a maioria só com migalhas? Está é a sociedade do consumo, do lucro, a serviço do capital, você vale o que tem. Mais conhecida como Capitalismo Selvagem na sua fase IMPERIAL (de maior concentração e das maiores mazelas).

PS: Disse que ia postar só amanhã(mas não aguentei) e ainda mais que recebi um pedido de uma pessoa que jamais negaria nada!

PS2: Frase muito conhecida de Rosa Luxemburgo: Socialismo ou Barbarie (já vivemos na Barbárie) então o único caminho é o SOCIALISMO JÁ!

PS3: Estamos recrutando militantes para contribuir na campanha de incetivo a leitura e para o sucesso do blog, então todos vocês estão CONVOCADOS é só mandar um email pro blogdorasta@gmail.com, que eu add no Blog. Ajudem também a divulgar por favor! FIQUEM A VONTADE a casa é nossa!

Alugo meu corpo - Parte 3

O Livro e a autora

Com o livro pude aprender muito sobre tráfico sexual, sobre a vida num bordel, sobre a prostituição, sobre o ser humano, sobre valores. Além disto tem uma dose tremenda de superação, gana, determinação, para sozinha viver e vencer no mundo da noite. Fez-me refletir que talvez os meus problemas não sejam tão grandes quanto dimensiono, que meus problemas são soluções perto do que está menina passou. Outra coisa que me entusiasmou foi a forma como trabalhava, todo seu entendimento sobre a vida, sendo relativamente nova, buscava novos horizontes, o lado mais humano das relações, passou a entender que não alugou o seu corpo, mas sim o seu tempo, a sua compania.

Me deixou com muita vontade de conhece-la não só por parecer bonita e querer fazer sexo com ela, mas principalmente para ter uma longa conversa, fazer várias perguntas, conhecer pessoalmente quem é está mulher com quem tanto me identifico e que mesmo sem conhece-la já me ensinou bastante e marcou minha vida!

A prostituição

Depois da Paula comecei a olhar a prostituição, as prostitutas e o mundo da noite com outros olhos. Conseguir quebrar uma visão hipócrita e estereotipada sobre o tema. Depois da Paula me sinto mais simples, mais humano, mais maduro. Enquanto por muito tempo só conseguimos viver, no nosso ego, no nosso mundo, olhado só para o nosso umbigo, super dimensionando os obstáculos, existem milhões de pessoas que estão passando por muita dificuldade (falo das grandes mesmo), vivendo em condições sub-humanas e o que estamos fazendo para MUDAR?

No caso de um jovem militante (como eu) responderia: milito no movimento estudantil para transformar a educação e consequentemente a sociedade. Mas me refiro aos pequenos detalhes, a preocupação com nossos irmãos (humanos que estão vivendo na rua, passando frio e fome) e com o debate.

PS: A parte 4 eu vou postar só amanhã! Quem quiser contribuir manda pra o blogdorasta@gmail.com o e-mail para eu adicionar como moderador do blog, por favor contribuam para que este blog não morra :(((!

domingo, 24 de janeiro de 2010

Alugo meu corpo - Parte 2

O ano de 2009 que nunca acabou (como diz Deise) foi difícil para mim. Acho que também por conta disto li acima da média, afinal no momento da leitura viajo por vários mundos, degustando muitas sensações, me libertando da babilônia (você vale o que tem).

Sexualidade e a prostituição sempre foram de muito interesse para mim, mesmo quando tinha uma visão mais pre-conceituosa e vulgar.


A pulga atrás da orelha


Uma dúvida cruel me fustigava, por quê será que ela resolveu atravessar o atlântico? Ir para portugal ser prostituta? Uma mulher interessante, inteligente, com o dom da escrita, poderia ser escritora, jornalista, poderia ter milhões de escolhas, porque optou por ser prostituta? (se é que foi uma opção)

Ainda tem os aspectos de morar longe da família, viver num país desconhecido, sem conhecidos e numa profissão com tantos tabus e pré-conceitos. Neste tempo eu achava que ninguém de sã consciência faria está escolha (me enganei), então
está moça encantadora teria um motivo muito forte para o faze-lo e eu precisava descobrir (talvez tenha adiquirido todos essas qualidades, só depois de virar acompanhante? Dúvido muito).

O Livro e o leitor

Durante todo ano desejei o livro e quando ganhei de Deise (fazendo justiça, sabia que eu queria há tempo e na primeira oportunidade me deu), li num tapa em dois dias. O primeira no dia 24 de dezembro do ano passado (dois dias depois de ganha-lo) passei o dia todo lendo até ter que me arrumar para o Natal e o segundo foi nas manhãs que sempre acordava cedo na viagem de férias, exatamente no dia 06/01 (um dia antes de começar a rabiscar isto aqui). As 310 páginas foram como água, e sem pestanejar leria mas 310, uma delícia de livro.

Costumo dizer que foram este livro (que muito me ensinou), a viagem de férias (a melhor e mais especial que já fiz) e o filme do LULA que me fizeram buscar superar o estado DOENTE (depressivo ao meu jeito) em que me encontro.


PS: Façamos justiça, já agradeci pessoalmente dando um ABRAÇO FORTE e um beijo, mas na internet os agradecimentos foram xoxos. Então preciso dizer que foi o melhor presente que recebi no meu aniversário (como só recebi presente no aniversário). Chego a conclusão que foi o melhor presente do ano que não acabou.

PS2: 2009 (o ano que não acabou), te quemei com todas as mágoas, frustações e até algumas conquistas.